segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cuspindo na comida

As moscas só conseguem ingerir alimentos líquidos, mas não restringem sua dieta por causa disso. Elas cospem sua saliva, cheia de enzimas digestivas, sobre os alimentos sólidos e, desta maneira, os liquefazem, facilitando a ingestão. Quem assistiu o filme “A Mosca” sabe exatamente como é!

Record de visitas

Apesar da minha ausência durante este mês, o blog bateu seu record de visitas. Foram mais de 1.800.

Um fato interessante ao analisar a evolução mensal das visitas é que elas acompanham o volume dos meus serviços. Ou seja, crescem de outubro a março, época de calor, e diminuem nos meses frios.

Tudo relacionado com o próprio ritmo de reprodução e frequência dos insetos, que causam muito mais problemas nos meses quentes.

Retomando as postagens

Peço desculpas por ficar um mês sem escrever.

Além do excesso de trabalho, tive problemas em meu computador: meu hd foi reformatado e perdi todos os meus dados e configurações.

Levarei meses para deixar tudo em ordem!!

sábado, 31 de outubro de 2009

Pombo no Tráfico

Falando em pombos correio, quando eu estava pesquisando imagens para o post anterior, achei a seguinte imagem no Blog do Cícero, ilustrador:

Ela nos remete um post anterior que fiz falando sobre o uso de pombos para levarem celulares para dentro das penitenciárias:

http://blogdaspragas.blogspot.com/2009/06/pombos-como-uma-nova-arma-do-crime.html

Pombos correio

Os pombos podem voar a 100 km/hora. Eles têm um ótimo senso de localização espacial, baseando-se no campo magnético da Terra. Apresentam partículas de ferro na parte superior do bico que servem como a agulha de uma bússola ajudando-os a se localizar.

Os pombos correios sempre voltam para o seu local de origem e podem voar mais de 1000 km de distância, sendo utilizados para carregar mensagens.

Eles já são utilizados há milhares de anos. O Faraó Ramsés III anunciou sua subida ao trono através dos pombos. No Império Romano, as notícias eram mandadas das áreas conquistadas para Roma também através deles.

Durante as duas grandes guerras eles também foram muito empregados, já que as mensagens de rádio costumavam ser interceptadas. Os alemães, durante a Primeira Guerra Mundial, conscientes do papel e da importância dos pombos correio, chegaram a ordenar o seu extermínio nas regiões ocupadas.

Blog das Pragas na Revista Knowledge



O Blog das pragas saiu na seção de dicas de sites da edição de novembro da revista Knowledge, uma publicação da BBC e do grupo Duetto editorial.


Agradeço aos editores pela divulgação.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Cubram os copos de água

Muita gente tem o costume de deixar um copo de água ao lado da cama para beber durante a noite. Pois bem, deixem sempre este copo de água coberto!

Mais do que os alimentos, a água é essencial para a sobrevivência das baratas e, por isso, elas são atraídas pela água. Já ouvi uma história de uma pessoal que, no escuro, ao beber o copo de água que havia deixado ao lado da cama, acabou engasgada com alguma coisa. É exatamente o que você já imaginou, uma barata havia caído no copo de água e o coitado engoliu a pobre da barata. Mas não acabou, ela ficou entalada na garganta e ao chegar no pronto socorro, quando os médicos resolveram entubar o paciente, eis que a barata saiu andando pelo tubo, agradecendo aos médicos por a tirarem de lá.

Acredite se quiser!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A cura da raiva

Na sexta-feira passada, dia 18, o menino Marciano Menezes da Silva, de 16 anos recebeu alta em Pernambuco, após quase um ano internado em tratamento contra a raiva humana. Ele contraiu a doença ao ser picado por um morcego enquanto dormia. A notícia é histórica, pois a doença é fatal em quase 100% dos casos. Ele é a primeira pessoa a se curar da raiva no Brasil e o terceiro caso em todo o mundo.

O garoto já se alimenta sozinho e recuperou o movimento dos braços, mas ainda apresenta sequelas e precisará usar cadeira de rodas e realizar uma cirurgia no quadril.

Filho de humildes lavradores a família precisará de ajuda financeira. A conta divulgada é a seguinte:

Banco Real, agência 1035-9, conta poupança 21743385.

Mais informações: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/18/brasil,i=142958/PRIMEIRO+A+SOBREVIVER+A+RAIVA+HUMANA+MENINO+TEM+ALTA+EM+PE.shtml

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Morcegos provocam metade dos casos de raiva

Desde 2001 não há registro da doença em humanos no estado de São Paulo


© Alexei Zaycev/Istockphoto

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Balanço da Secretaria de Estado da Saúde, com base nos registros da doença nos 645 municípios paulistas entre 2005 e 2008, revela que os morcegos são responsáveis por 49,6% dos casos de raiva animal confirmadas no estado.
Em quatro anos houve 675 casos de raiva em animais, dos quais 335 em morcegos. Outras 266 ocorrências foram verificadas em bovinos, que representaram 39,4% do total, e 65 (ou 9,6%) em equinos.
Os suínos representaram 0,74% dos casos de raiva, com apenas cinco ocorrências. Houve ainda, nesse período, um caso de raiva em cabra e outro em búfalo. Em 2006 foi registrado o último caso de raiva animal em cão, com vírus de morcego.
Neste ano, de janeiro a julho, registraram-se 113 casos de raiva animal no Estado, dos quais 78 em morcegos, 51 em bovinos e 4 em equinos. Não há casos de raiva humana em São Paulo desde 2001. O último ocorreu no município de Dracena, região de Presidente Prudente.
Para Neide Takaoka, diretora do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria da Saúde, a detecção de casos positivos em morcegos é fundamental para que os municípios paulistas consigam controlar a raiva. “Isso demonstra que as vigilâncias epidemiológicas municipais têm realizado um bom trabalho. O morcego é atualmente o principal reservatório do vírus, e não são apenas os hematófagos que podem ser raivosos”, alerta.
Ela ainda ressalta a importância de que cães e gatos sejam vacinados todos os anos contra a raiva, para que estejam totalmente protegidos no caso de caçarem morcegos infectados.

Matéria da:

Link: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/morcegos_provocam_metade_dos_casos_de_raiva.html

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Borrachudos

Os borrachudos são pequenas mosquinhas que costumam pôr seus ovos em plantas aquáticas ou galhos próximos da água, de maneira que possam submergir com as chuvas e a subida da água. Gostam de água corrente para se desenvolverem.

Também nos borrachudos só as fêmeas é que picam e se alimentam de sangue. Pouco tempo após a picada, a região fica bastante dolorida e pode até causar febre nas pessoas mais sensíveis.

Não costumam transmitir doenças para os humanos, mas só a sua presença já é um grande incômodo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tipos de pernilongos: Aedes

Em outra postagem já escrevi sobre o gênero Culex:http://blogdaspragas.blogspot.com/2009/05/tipos-de-pernilongo-culex-atrapalhando.html

Dando continuidade a esta série de postagens, escrevo agora sobre o gênero Aedes:

Este gênero está mais associado à transmissão da febre amarela, principalmente a espécie que mais conhecemos, o Aedes aegypti, que é originária da África e que deve ter pego uma carona em navios para chegar até aqui.

Estão mais acostumados aos ambientes domésticos e podem pôr seus ovos em caixas de água, pneus, calhas, pratos de vasos ou qualquer recipiente em que a água possa se acumular. Seus ovos podem ser postos mesmo na época seca e sobreviverão por meses, até que comece a chover, quando então eclodirão de uma vez.

Picam mais durante o dia. Para descansar, gostam de pousar em áreas de sombra e protegidas do vento.

Durante um mês, as fêmeas podem picar até doze pessoas, facilitando a transmissão de doenças de uma para outra.

Outra doença, a dengue, mais comum nas grandes cidades, também é transmitida pelos mosquitos deste gênero, principalmente Aedes aegypti e Aedes albopictus.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Abecedário de Aves Brasileiras

Repasso aqui esta postagem do meu outro blog: o Blog do Ser Vivo, pois apesar do assunto fugir do tema deste blog, trata-se de uma obra que teve a minha participação:

Gostaria de indicar o livro “Abecedário de Aves Brasileiras” do Ilustrador Geraldo Valério e cujos textos são de minha autoria.

Esta obra da Editora Martins Fontes tem acabamento impecável, com lindas ilustrações feitas através da técnica de colagem sobre papel, retratando aves de A a Z, como Arara azul, Tucano, Sabiá, Urubu e etc.

Destinada ao público infantil, os textos são curtos, transmitindo informações sobre o comportamento, distribuição geográfica e características peculiares das espécies.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fotógrafa "ensina" ratos a posarem com instrumentos musicais

Ellen van Deelen

Da BBC Brasil

Uma fotógrafa holandesa diz ter ensinado dois ratos a posarem para ela segurando minúsculos instrumentos musicais. Ellen van Deelen, de 51 anos, conta que utilizou comida como compensação para adestrar os animais. Em suas fotos, os ratos Moppy e Witje parecem realmente tocar instrumentos como banjo, flauta, violão e saxofone, entre outros.
"Eu odiava ratos. Mas depois que adquiri esses dois, me dei conta de que são animais limpos e muito inteligentes", afirma. "Tão inteligentes que reconhecem seus próprios nomes e entendem o que eu digo."
O trabalho de Van Deelen também inclui fotos de insetos, gatos, aves e plantas. "Como sou cristã, espero que minhas fotos mostrem um pouco da linda criação de Deus", diz.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pondo as aranhas pra brigar

Não é nada disso. Não vou falar de nada relacionado com a música do Raul Seixas.

A história é que, em uma comunidade no Japão, eles põem literalmente as aranhas pra brigar. Com juiz e tudo. É um campeonato, onde cada um leva a sua aranha, todas da mesma espécie, e promovem o encontro para o duelo. Quando uma aranha subjuga a outra, o juiz interfere antes que a perdedora seja morta. Aqueles que perdem choram muito e os que ganham recebem troféu, tiram fotos e viram celebridades.

No final do verão, todos soltam suas aranhas na natureza para que elas possam procriar e dar origem a uma nova geração de lutadoras campeãs.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vivo ou Morto

Formigas enviam mensagens químicas

Formigas adultas produzem dois compostos químicos que funcionam, literalmente, como sinais de vida ou de morte para suas companheiras da colônia

por John Matson

Foto cortesia de Dong-Hwan Choe

Sabe-se que as formigas têm perfeita consciência de obrigações e afazeres, sendo um deles, por exemplo, o transporte de companheiras mortas para fora da colônia antes que seus restos mortais infectem o local com seus patógenos. Mas como as formigas responsáveis por essa tarefa conseguem diferenciar entre formigas mortas e vivas?
Alguns pesquisadores acreditam que as formigas são capazes de detectar a quebra de ligações químicas de substâncias encontradas nos corpos em decomposição. Mas um novo estudo, publicado em 4 de maio na edição online da Proceedings of the National Academy of Sciences USA, mostra que o mecanismo é exatamente o oposto: enquanto estão vivas, as formigas produzem substâncias químicas que indicam seus sinais vitais e, ao morrerem, essas substâncias desaparecem rapidamente. Em outras palavras, as formigas mortas são identificadas pela ausência de sinais de vida ─ uma espécie de pulsação química não mais sentida ─ e não pela presença de sinais de morte.
Entomologistas da University of California, em Riverside, descobriram que formigas argentinas ─ coletadas de um bosque de árvores cítricas no campus da universidade ─ foram capazes de detectar companheiras mortas antes mesmo que a decomposição se instalasse.
As duas substâncias químicas produzidas pelas formigas, dolichodial e iridomyrmecin, controlam a necroforésia ─ a retirada dos corpos mortos da colônia pelas operárias. Esse comportamento é comum em muitas espécies de formigas e outros insetos sociais, e ajuda a manter a colônia com boas condições de higiene. A teoria dominante sobre necroforésia é de que formigas respondem a ácidos graxos e outras pistas químicas exaladas por organismos em decomposição.
Os pesquisadores extraíram essas substâncias de formigas vivas e pintaram pupas (que não produzem os compostos químicos). As formigas operárias as ignoraram e as trataram como adultos vivos.
O dolichodial e o iridomyrmecin se dissipam rapidamente após a morte, caindo para menos da metade em apenas dez minutos. Essas duas substâncias químicas parecem servir como sinalizadores que reprimem o comportamento de necroforésia nas operárias que cruzam com companheiras vivas.

Matéria da


Link: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/formigas_enviam_mensagens_quimicas.html

Scientific American Brasil

O Blog das Pragas agora recebe constantemente sugestões de pauta da Scientific American Brasil, do grupo Duetto Editorial.

São textos relacionados ao conteudo do site que serão transcritos ou servirão de base para novas postagens.

Aguardem.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Obama – O Matador de Moscas

Recentemente em uma entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi importunado por uma mosca. Sem perder a pose, com uma agilidade impressionante ele conseguiu matá-la com um único golpe certeiro.

O vídeo logo virou sucesso em todo o mundo, com a maioria das pessoas adimiradas com sua agilidade. Mas, o cena também gerou protestos dos grupos de defesas dos animais, que se dispuseram a entregar para o abama armadilhas para que as moscas possas ser capturadas e soltas novamente na natureza!

A seguir transcrevo matéria da revista Super Interessante que explica porque é tão difícil acertar uma mosca.

A ciência de matar moscas

Estudo revela a solução para esse problema milenar

por DENNIS BARBOSA

Por que é tão difícil matar uma mosca? Depois de 20 anos estudando esse inseto, um pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia chegou à resposta: a mosca é craque em física. Quando você tenta bater nela, ela mede a velocidade e o ângulo de aproximação da arma (que pode ser a sua mão, um chinelo ou até mesmo esta revista) e usa essas informações para calcular onde o golpe vai cair. Aí, ajusta o corpinho e sai batendo asas para outro lado. Tudo isso em apenas 0,3 segundo, ou seja, muito mais rápido do que você consegue desferir o golpe. "Não tente acertar a mosca na posição em que ela está [pousada]. O melhor é mirar um pouco à frente, para tentar antecipar aonde ela vai pular", explica o professor Michael Dickinson, autor do estudo. Segundo ele, a mosca consegue reagir tão rápido porque possui um mapa neural - espécie de atalho no cérebro - especializado em controlar esse tipo de movimento. E entender como ele funciona pode ajudar, um dia, a compreender melhor a mente humana. "O objetivo da minha pesquisa não é [apenas] descobrir um jeito melhor de esmagar moscas", afirma Dickinson.

COMO ACERTAR NA MOSCA

domingo, 21 de junho de 2009

Ratos resfriados

Em tempos onde só se fala de gripe suína, pesquisadores ingleses conseguiram criar ratos que podem ser infectados com os vírus do resfriado.

Os ratos são imunes ao resfriado, mas os pesquisadores conseguiram alterar uma molécula nos animais, o que os tornou suscetíveis aos rinovírus.

Com estas linhagens sensíveis ficará mais fácil o estudo de tratamentos para a bronquite, asma e efisema, doenças associadas aos resfriados.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/2008/02/04/ult4432u1003.jhtm

terça-feira, 9 de junho de 2009

Feijão mágico!!!

Pela internet e até através da distribuição de panfletos, como se fossem do Santo Expedito, está circulando uma história de que o feijão cru pode ser usado como um raticida eficiente e seguro.

Esta história surgiu de uma interpretação errônea de um trabalho científico de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, onde os ratos de laboratório alimentados com variedades de feijões morreram.

Algum aspirante a gênio achou que tinha redescoberto a América, já que o feijão é barato, poderia matar os ratos e não faria mal às pessoas e aos animais domésticos.

Sendo assim, divulgaram uma receita de feijão cru transformado em farinha como a mais nova e milagrosa arma contra os ratos.

Realmente o feijão cru possui substâncias tóxicas que podem matar os ratos; mas, estas mesmas substâncias também podem matar humanos e animais domésticos. Só com o cozimento do feijão é que estas substâncias são destruídas, tornando o alimento gostoso e inofensivo. Portanto, o feijão cru não é um produto seguro.

Além disso, há o problema da atratividade e da dosagem. No laboratório, os ratos só tinham disponível este tipo de alimento e só comiam isto todos os dias, em grandes quantidades.

Já na natureza, o feijão cru não seria nem um pouco atrativo para os ratos e, misturado com outros alimentos, a quantidade a ser ingerida precisaria ser muito grande, demorando muito tempo para atingir a dose letal. Portanto, a eficácia também seria muito menor do que dos raticidas anticoagulantes que são padrão no mercado.

Concluindo: Feijão cru pode matar ratos, mas também poderia fazer mal para as pessoas e animais domésticos. Além disso, seria menos eficiente do que os raticidas tradicionais.

Para mais informações acessem:

http://www.pragas.com.br/noticias/destaques/feijao_raticida.php

sábado, 6 de junho de 2009

Postagens atualizadas

Completei aqui de transcrever todas as postagens antigas do Blog das Pragas no UOL.

À partir de agora este blog receberá só postagens fresquinhas, ao mesmo tempo que o do UOL.

Minha intenção é publicar pelo menos uma vez por semana, de preferência às segundas-feiras.

Se inscrevam no feed ou através do twitter para ficar sabendo das atualizações.

Antenas como bússolas

Pesquisadores brasileiros acabam de publicar pesquisa em que demonstram a presença de partículas magnéticas nas antenas de uma espécie de formiga migratória.

Estas partículas servem como sensores do campo magnético terrestre ajudando na orientação espacial das formigas.

Mais informações:

http://cienciahoje.uol.com.br/145667

Cidade das Formigas

Neste vídeo fica claro o maravilhoso trabalho das formigas e porque é tão difícil acabar com elas. Imaginem a quantidade de inseticida necessária para se atingir toda a colônia.

Foi sorte ou mão leve?

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Fotos de Tim Flach

Já postei no http://blogdoservivo.com.br algumas fotos do fotógrafo Tim Flach.

Ponho aqui agora fotos apenas dos bichos que costumo falar neste blog.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho deste fotógrafo pode acessar diretamente seu site: http://www.timflach.com

Castelos com ar condicionado

Na África do Sul, existem enormes ninhos subterrâneos onde convivem milhares de cupins. Esta grande população faz com que o ar esquente muito e fique viciado. Para solucionar este problema, eles constroem sobre a terra grandes estruturas de barro, com as paredes porosas e uma chaminé central, mas sem abertura, para que não entre água. O ar quente sobe por esta chaminé central e o ar frio penetra pelas paredes porosas e empurra o ar quente para fora.

Já na Austrália, em regiões onde o solo é alagadiço, os cupins vivem na superfície, mas constroem seus ninhos sempre no sentido norte-sul, se orientando pelo magnetismo terrestre. São ninhos enormes com mais de 3 metros de altura. Estes cupinzeiros apresentam um esquema muito engenhoso para a regulação da temperatura interna. Eles são maiores na base e bem finos no topo e bem achatados, formando apenas duas laterais bem largas, lembrando a posição das mãos juntas ao rezar. Nestas construções, de manhã o sol bate diretamente na face leste do cupinzeiro, onde os cupins se concentram para se esquentar após uma noite fria. Ao meio dia, com o sol a pino, o cupinzeiro escapa da forte irradiação solar por ter o ápice bem fino. Durante a tarde a face oeste vai esquentando enquanto a leste esfria e os cupins podem escolher o local mais adequado para ficar.

Cupins Usados Como Arma em Protesto

Em março, manifestantes da Via Campesina, invadiram um porto da empresa Aracruz, e além de usarem tinta, água e combustível para danificar os fardos de celulose, resolveram inovar e jogaram cupins em cima do material.

Tudo bem que os cupins se alimentam de celulose, mas retirados da estrutura de seus ninhos e expostos à luz do sol, estes bichos morrem rapidamente e devem ter contribuído muito pouco com o estrago provocado.

Aproveito para esclarecer uma dúvida muito frequente. Principalmente em relação aos cupins de solo, se pegarmos um livro ou um pedaço de madeira que está sendo atacado e o transferirmos para outra área, os cupins poderão sobreviver por algum tempo e até causar pequenos danos, se forem colocados em contato com outras peças de madeira ou papel, mas não conseguirão se instalar e formar uma nova colônia, já que os ovos e os reprodutores não se encontram na peça transportada.

Já móveis atacados por cupins de madeira seca, podem ser transportados com sucesso de uma casa para outra, já que as colônias são bem menores e estão sempre dentro do móvel atacado. Mesmo assim, a transmissão costuma se dar através dos reprodutores alados, podendo demorar anos para que aconteça. Portanto, não é preciso se desesperar achando que eles vão se espalhar por toda casa em pouco tempo.

Pombos como uma nova arma do crime


Recentemente descobriu-se que em um presídio em Marília, interior de São Paulo, os presos estavam usando pombos correios para transportar drogas e chips de celulares de fora para dentro da cadeia.

Ao que parece, os pombos eram criados dentro da cadeia. Levados para fora pelas visitas, eram abastecidos com as mercadorias e, quando soltos, retornavam para seus ninhos na penitenciária, trazendo as encomendas para os presos.

Aderindo ao Twitter

Twitter.com

Acabo de entrar no twitter. Vou usá-lo para por os títulos de novos posts deste blog, informações, notícias curtas e também para esclarecer dúvidas dos meus seguidores.

Quem quiser me adicionar, este é o meu perfil:

http://twitter.com/hconzojr

O Big Brother e as Pragas

Todo ano é a mesma coisa, nesta época do ano, em pleno verão as pragas domésticas invadem a casa mais famosa e vigiada do Brasil.

Ano passado já escrevi sobre os carunchos, quando o vencedor do Big Brother, Rafinha, encontrou estes bichinhos no pacote de macarrão: http://blogdaspragas.blogspot.com/2009/05/as-pragas-no-bbb-8.html

Este ano foi a vez das formigas, que ganharam papel de destaque no programa. A participante Ana Carolina, foi atacada pelas formigas no jardim e resolveu usar todo o sabão em pó para combatê-las. Jogou em grandes doses o produto em cima dos formigueiros que encontrou pelo jardim, deixando muita gente irritada, já que ficaram sem o produto para lavar as roupas.

Esta ação nada convencional pode ter algum efeito quando o sabão é jogado diretamente nos formigueiros. O cheiro do produto pode inibir a comunicação das formigas através de seus feromônios. Isto pode dificultar o deslocamento das formigas, mas teria um efeito passageiro. Se o sabão fosse diluído em água e jogado nos formigueiros, poderia ter um efeito melhor, desestruturando e podendo até acabar com algumas colônias pequenas. Mas, na grande maioria dos casos esta solução caseira terá apenas um efeito paleativo ou poderia fazer apenas com que as colônias mudassem de lugar ou se dividissem, podendo até fazer com que se espalhem ainda mais. É o mesmo que acontece com outra receita caseira, que sugere a aplicação de detergente nos buraquinhos onde as formigas se escondem perto das pias da cozinha. Em alguns casos pode até funcionar, mas normalmente o efeito será nenhum ou muito passageiro.

Controle o seu ódio

Ao encontrarmos um carrapato em nosso corpo ou em nossa roupa, a raiva geralmente é tanta que logo queremos esmagá-los. Este descarrego de fúria deve ser evitado, pois esmagando o bichinho estamos expondo bactérias que eles podem carregar e facilitando nossa contaminação.

A transmissão de doenças se dá principalmente após um período de 4 horas depois da picada e fixação do carrapato em nosso corpo. Devemos tentar retirá-lo com calma através de uma pequena torção, para que suas peças bucais se soltem sem se romper dentro da pele, o que poderia causar uma infecção. Deve-se evitar puxá-lo pelo abdômen, queimá-lo ou tentar retirá-lo com álcool.

Uma praga é ruim duas é pior ainda e três...

Ter ratos dentro de casa é muito ruim, mas se os ratos estiverem infestados por pulgas a situação é pior ainda. E se estas pulgas estiverem infestadas por bactérias, formamos um cenário de filme de terror.

O tifo murino é uma doença causada pela bactéria Ricketsia mooseri e transmitida através das fezes da pulga do rato. Estas pulgas podem nos picar, e, enquanto se alimentam do nosso sangue, aproveitam para fazer suas necessidades. Após a picada, coçamos o ferimento, e deste modo ajudamos as fezes da pulga a penetrar em nossa pele.

A doença é de baixa mortalidade, mas costuma causar súbitas dores de cabeça, arrepios, prostração, febre e dores no corpo.

O maior dano se dá com as lesões que o agente causa nos vasos sanguíneos, através da sua obstrução. O sangue passa a circular com dificuldade pelas regiões do corpo, podendo evoluir para necrose. Com isto, podem-se perder dedos, braços e pernas e os doentes ficam com um aspecto pavoroso.

Os Morcegos da Biblioteca Joanina

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Na cidade de Coimbra, em Portugal, está localizada a Biblioteca Joanina, construída entre 1717 e 1728. Por ter um projeto de construção e de manutenção singular, ela atrai muitos visitantes.

Suas paredes têm cerca de 3 metros de espessura, de modo que a temperatura e umidade em seu interior se mantenham praticamente constante durante todo o ano, mesmo durante o inverno. No seu interior foram usadas madeiras exóticas vindas do Brasil e da Ásia. Além de muito resistentes e de alta densidade, o que dificulta o ataque de cupins e brocas, algumas delas absorvem o excesso de umidade do ar. Desta forma, no seu interior não há a necessidade do uso de ar condicionado, aquecedores ou desumidificadores.

Muitas estantes de livros são feitas de estanho, impedindo o ataque de insetos. Mas o que mais chama atenção no local são as colônias de morcegos que são mantidas em seu interior, em vãos entre as paredes e as estantes. Durante o dia eles permanecem lá escondidos, não atrapalhando o andamento dos trabalhos. No final do expediente, mantas de couro são usadas para cobrir os móveis e a biblioteca assa a ser território dos morcegos, que se encarregam de manter o local livre de traças, baratas e outros insetos muito comuns e danosos em bibliotecas.

Quando os funcionários retornam pela manhã, basta recolher as mantas e começar o novo dia.

Além disso, parece que os indivíduos da espécie de morcego que habita o local têm o comportamento de se retirar do ambiente quando estão para morrer, evitando putrefações e cheiros desagradáveis. Desta formas são os morcegos que fazem naturalmente todo o controle de insetos, não sendo necessária a utilização de inseticidas.

Mundo dos Insetos

Dando continuidade ao relato da minha viagem, mostro agora algumas fotos tiradas no Mundo dos Insetos, em Edinburgo, na Escócia.

Além de borboletas soltas dentro de uma estufa, existiam cobras, aranhas, baratas e outros bichos assustadores!

Lá pude ver a fluorescência dos escorpiões sob a luz ultravioleta. Mostro abaixo a aparência normal deles e também uma foto com o efeito da luz.

Formigas que sabem costurar

As formigas não conseguem produzir teias como as aranhas, já que não apresentam glândulas produtoras de seda; mas, seus ovos conseguem produzir este material e, aproveitando-se disto as formigas aprenderam a costurar!

É que algumas espécies fazem ninhos usando folhas e galhos. Para uni-los, elas usam seus ovos como ferramentas para costurar. Elas os pressionam suavemente fazendo com que um fio de seda seja produzido, e assim vão costurando os galhos e as folhas entre si.

N˚ 1 Crawley House

Estive recentemente em Londres e pude conhecer no Museu de História Natural a “N˚ 1 Crawley House”. Trata-se da réplica de uma casa onde são mostradas nos vários ambientes quais as pragas a que estamos suscetíveis.

Na cozinha aparecem os carunchos dos grãos e as brocas dos armários, aranhas e, é claro, as baratas. Também podemos ver traças, ácaros e etc.

Na cama do gato mostram e falam sobre as pulgas e carrapatos. E dentro da parede, um ninho de cupim de solo.

Trata-se de uma idéia simples e informativa, neste museu que realmente vale uma visita. É a única exposição deste tipo que conheço.

Caso já tenham visto algo semelhante por favor me informem, para que eu possa pesquisar e escrever aqui.