sexta-feira, 22 de maio de 2009

Febre Amarela

O mosquito da dengue

Devido aos casos de febre amarela que estão ocorrendo no país e à intensa cobertura que a mídia está dando ao problema, publicarei nas próximas semanas uma séria de notas sobre esta doença.

Vamos começar explicando que a febre amarela é causada por um vírus, que nos é transmitido através da picada de algumas espécies de pernilongos.

Nas áreas urbanas, o Aedes aegypti, é o responsável pela transmissão. É o mesmo mosquito que transmite a Dengue. Em áreas de vegetação nativa, a transmissão também pode ocorrer pelo gênero de mosquito Haemagogus. Este outro mosquito não costuma entrar em nossas casas e nem viver fora das áreas de vegetação.

A febre amarela não é transmitida em áreas urbanas no Brasil desde 1942. Estes casos recentes estão associados a áreas de vegetação natural e ao mosquito Haemagogus.

A doença pode atingir não só humanos, com também animais silvestres. Desta forma, estes animais servem de reservatório do vírus e a transmissão destes novos casos pode ter se iniciado através da transmissão dos animais para os humanos, tendo sempre o mosquito como vetor.

Podemos nos prevenir contra a febre amarela, já que existe vacina para a doença. Ela deve ser tomada por pessoas que vão viajar para áreas de risco de contaminação. Sua administração deve se dar pelo menos 10 dias antes da viagem, tempo que ela demora para fazer efeito. A vacina garante uma proteção para a pessoa por um prazo de dez anos.

Quem já foi imunizado há pouco tempo não deve tomar a vacina novamente, pois está sujeito a apresentar reações graves que podem até levar à morte. Mesmo quem nunca se vacinou, também só deve tomar a vacina se realmente for viajar para alguma área de risco, pois como a vacina é feita com vírus atenuados, existe risco de reações, como a apresentação dos sintomas da doença. Para quem não está ou estará nas áreas afetadas, tomar a vacina é se expor a um risco desnecessário, mas para quem está próximo dos focos, a vacina é o único modo de diminuir o risco de pegar a doença e de desenvolver sintomas graves que podem levar à morte.

* Publicado na primeira versão do Blog das Pragas em 19/01/2008, mas a situação ainda é muito parecida!

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