sábado, 6 de junho de 2009

Os Morcegos da Biblioteca Joanina

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Na cidade de Coimbra, em Portugal, está localizada a Biblioteca Joanina, construída entre 1717 e 1728. Por ter um projeto de construção e de manutenção singular, ela atrai muitos visitantes.

Suas paredes têm cerca de 3 metros de espessura, de modo que a temperatura e umidade em seu interior se mantenham praticamente constante durante todo o ano, mesmo durante o inverno. No seu interior foram usadas madeiras exóticas vindas do Brasil e da Ásia. Além de muito resistentes e de alta densidade, o que dificulta o ataque de cupins e brocas, algumas delas absorvem o excesso de umidade do ar. Desta forma, no seu interior não há a necessidade do uso de ar condicionado, aquecedores ou desumidificadores.

Muitas estantes de livros são feitas de estanho, impedindo o ataque de insetos. Mas o que mais chama atenção no local são as colônias de morcegos que são mantidas em seu interior, em vãos entre as paredes e as estantes. Durante o dia eles permanecem lá escondidos, não atrapalhando o andamento dos trabalhos. No final do expediente, mantas de couro são usadas para cobrir os móveis e a biblioteca assa a ser território dos morcegos, que se encarregam de manter o local livre de traças, baratas e outros insetos muito comuns e danosos em bibliotecas.

Quando os funcionários retornam pela manhã, basta recolher as mantas e começar o novo dia.

Além disso, parece que os indivíduos da espécie de morcego que habita o local têm o comportamento de se retirar do ambiente quando estão para morrer, evitando putrefações e cheiros desagradáveis. Desta formas são os morcegos que fazem naturalmente todo o controle de insetos, não sendo necessária a utilização de inseticidas.

Um comentário:

  1. Adoro essa biblioteca Humberto! muito boa a tua explicação...vou usá-la para contar o caso a um amigo! bjs

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