segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Morcegos provocam metade dos casos de raiva

Desde 2001 não há registro da doença em humanos no estado de São Paulo


© Alexei Zaycev/Istockphoto

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Balanço da Secretaria de Estado da Saúde, com base nos registros da doença nos 645 municípios paulistas entre 2005 e 2008, revela que os morcegos são responsáveis por 49,6% dos casos de raiva animal confirmadas no estado.
Em quatro anos houve 675 casos de raiva em animais, dos quais 335 em morcegos. Outras 266 ocorrências foram verificadas em bovinos, que representaram 39,4% do total, e 65 (ou 9,6%) em equinos.
Os suínos representaram 0,74% dos casos de raiva, com apenas cinco ocorrências. Houve ainda, nesse período, um caso de raiva em cabra e outro em búfalo. Em 2006 foi registrado o último caso de raiva animal em cão, com vírus de morcego.
Neste ano, de janeiro a julho, registraram-se 113 casos de raiva animal no Estado, dos quais 78 em morcegos, 51 em bovinos e 4 em equinos. Não há casos de raiva humana em São Paulo desde 2001. O último ocorreu no município de Dracena, região de Presidente Prudente.
Para Neide Takaoka, diretora do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria da Saúde, a detecção de casos positivos em morcegos é fundamental para que os municípios paulistas consigam controlar a raiva. “Isso demonstra que as vigilâncias epidemiológicas municipais têm realizado um bom trabalho. O morcego é atualmente o principal reservatório do vírus, e não são apenas os hematófagos que podem ser raivosos”, alerta.
Ela ainda ressalta a importância de que cães e gatos sejam vacinados todos os anos contra a raiva, para que estejam totalmente protegidos no caso de caçarem morcegos infectados.

Matéria da:

Link: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/morcegos_provocam_metade_dos_casos_de_raiva.html

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Borrachudos

Os borrachudos são pequenas mosquinhas que costumam pôr seus ovos em plantas aquáticas ou galhos próximos da água, de maneira que possam submergir com as chuvas e a subida da água. Gostam de água corrente para se desenvolverem.

Também nos borrachudos só as fêmeas é que picam e se alimentam de sangue. Pouco tempo após a picada, a região fica bastante dolorida e pode até causar febre nas pessoas mais sensíveis.

Não costumam transmitir doenças para os humanos, mas só a sua presença já é um grande incômodo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tipos de pernilongos: Aedes

Em outra postagem já escrevi sobre o gênero Culex:http://blogdaspragas.blogspot.com/2009/05/tipos-de-pernilongo-culex-atrapalhando.html

Dando continuidade a esta série de postagens, escrevo agora sobre o gênero Aedes:

Este gênero está mais associado à transmissão da febre amarela, principalmente a espécie que mais conhecemos, o Aedes aegypti, que é originária da África e que deve ter pego uma carona em navios para chegar até aqui.

Estão mais acostumados aos ambientes domésticos e podem pôr seus ovos em caixas de água, pneus, calhas, pratos de vasos ou qualquer recipiente em que a água possa se acumular. Seus ovos podem ser postos mesmo na época seca e sobreviverão por meses, até que comece a chover, quando então eclodirão de uma vez.

Picam mais durante o dia. Para descansar, gostam de pousar em áreas de sombra e protegidas do vento.

Durante um mês, as fêmeas podem picar até doze pessoas, facilitando a transmissão de doenças de uma para outra.

Outra doença, a dengue, mais comum nas grandes cidades, também é transmitida pelos mosquitos deste gênero, principalmente Aedes aegypti e Aedes albopictus.