terça-feira, 22 de junho de 2010

Barata no ouvido

Este vídeo é para quem tem estômago forte.

Ele mostra uma barata viva dentro do ouvido de uma pessoa e a dificuldade do médico em retirá-la.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cientistas encontram pegadas deixadas por escorpião gigante na Escócia

Cientistas britânicos encontraram na Escócia pegadas fossilizadas de um animal que eles acreditam ser um escorpião gigante que teria vivido há cerca de 330 milhões anos - muito antes do surgimento dos dinossauros.

O animal teria 2 metros de comprimento, 1 metro de largura e seis patas, e seu habitat seria areia úmida. Ele é um antecessor dos atuais escorpiões e caranguejos-ferradura.

As pegadas foram descobertas por Martin Whyte, da Universidade de Sheffield, quando ela fazia uma caminhada pela região escocesa de Fife.

Elas representam a maior trilha de pegadas deixadas por um animal invertebrado da qual a comunidade científica tem conhecimento.

Molde
A trilha consiste em três fileiras de pegadas em forma de meia-lua em cada lado de uma ranhura central. Segundo os cientistas, a ranhura teria sido feita pela cauda do animal quando ele se arrastava pela areia.

O fóssil contrasta com a teoria anterior de que o escorpião, batizado de Hibbertopterus, teria vivido exclusivamente no meio aquático.

Segundo a Scottish Natural Heritage, órgão que administra o patrimônio natural da Escócia e que está financiando a pesquisa, a descoberta é importante internacionalmente por se tratar de uma criatura "gigantesca".

A entidade informou que os paleontólogos envolvidos criarão um molde em silicone do fóssil para poder estudá-lo melhor. "A trilha está em uma situação precária, já que ficou anos exposta à erosão. A rocha em que ela está também corre risco de desabar", afirmou Richard Batchelor, da Geoheritage Fife, outro organismo de preservação de patrimônio natural.

"Removê-la até um museu teria um custo proibitivo, mas fazer um molde de silicone significa que poderíamos replicá-la e ainda estudá-la por ainda muitos anos."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cupins, os reis da Savana

Nem leão, nem elefante, rei da savana é o cupim, diz estudo




Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indica que os verdadeiros reis da savana africana não são os leões, mas sim os cupins. Segundo o pesquisador Robert Pringle, a rede de colônias criadas pelas colônias do inseto influencia mais na população de animais que os grandes predadores ou os gigantes da região, como os elefantes e as girafas. As informações são da Agência Fapesp.

Segundo a pesquisa, a ação do cupim contribui enormemente para a produtividade do solo, que acaba por estimular a produção vegetal e, por consequência, animal. Os cientistas afirmam que a distribuição dos cupinzeiros por uma área maior maximiza a produtividade de todo o ecossistema.

"Não são os predadores carismáticos - como leões e leopardos - que exercem os maiores controles em populações. Em muitos aspectos, são os pequenos personagens que controlam o cenário. No caso da savana, aparentemente os cupins têm uma tremenda influência e são fundamentais para o funcionamento do ecossistema", diz Robert Pringle.

Os pesquisadores estudaram cupinzeiros na região do Quênia central. Eles observaram que essas estruturas tinham cerca de 10 m de diâmetro, com distâncias entre 60 m e 100 m entre eles. Cada um abriga milhões de insetos e muitas vezes são centenários.

Os cientistas se surpreenderam ao observar um grande número de lagartos próximos aos cupinzeiros, o que levou à quantificação da produtividade ecológica da área. Eles chegaram à conclusão que cada comunidade de insetos dava suporte a densas agregações de flora e de fauna. As plantas cresciam mais rapidamente quando próximas a essas estruturas e as populações de animais, assim como a taxa de reprodução, eram menores quando ficavam longe dos cupinzeiros.

Imagens feitas por satélite confirmaram as observações. Segundo os pesquisadores, essas imagens mostravam que cada cupinzeiro ficava no meio de uma "explosão de produtividade floral". Além disso, essas "explosões" parecem divididas organizadamente, com cada uma como se fosse uma casa em um tabuleiro de xadrez.

Os cientistas pretendem agora estudar qual é exatamente a contribuição dos cupins à essa produtividade. Eles acreditam que os insetos - que muitas vezes são vistos como pragas na agricultura - distribuem nutrientes, como fósforo e nitrogênio, que beneficiam a fertilidade do solo.

Fonte: Terra Notícias / Agência Fapesp - 30/05/2010