segunda-feira, 13 de junho de 2011

Como começa um formigueiro?

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Esta é mais uma matéria que tirei do Diário de Biologia, que vez ou outra trás alguma coisa relacionada com nossas pragas.

Mais uma ótima postagem da Karlla Patrícia

“Como começa a formação de um formigueiro?” Lorrane M. de Sá

“Me disseram que a formiga saúva é a mesma Tanajura. Mas a tanajura tem asa e a saúva não… A pessoa está certa?” A. Carlos do Carmo

“Por que depois de relâmpagos e trovões, quando o Sol está firme, aparecem as formigas Tanajuras, aquelas formigas com asas?” Tarcísio Miguel

Queridos Lorrane, A. Carlos e Tarcísio, são popularmente chamamos de “saúva” as diversas espécies de formigas do gênero Atta. Conhecidas também como formigas cortadeiras por cortarem folhas que são levadas para o formigueiro, para servirem de substrato para o cultivo do fungo do qual as formigas se alimentam. Como toda formiga, as saúvas possuem uma organização social incrível, dividida em castas: as operárias que são fêmeas estéreis, os machos menores que a rainha, chamados de bitus e a nossa querida rainha, a famosa tanajura ou Içá!

As tanajuras são bem maiores do que as operárias e juntamente como os bitus são criadas com muito carinho se alimentando do bom e do melhor dentro do formigueiro. Os dois grupos fazem o voo nupcial que acontece como uma revoada em dias claros, normalmente uma vez no ano no começo da estação chuvosa e dura pouco mais que uma hora. Uma chuva volumosa com direito a raios e trovões é como um aviso para a saída dos grupos. Para cada fêmea em vôo, há pelo menos sete machos. Os machos fecundam as fêmeas durante o vôo e com a conclusão do ato, sua missão está cumprida e eles morrem logo depois. Uma revoada pode contar com três mil tanajuras e vinte mil bitus. Essa proporção espera garantir a fecundação de todas elas. Na confusão, vários machos podem cruzar com uma mesma fêmea.

O formigueiro começa quando depois de fecundadas, as tanajuras, caem no chão, perdem suas asas e escavam a primeira “panela”, fundando assim, um novo formigueiro. A futura rainha traz no aparelho bucal uma bolota de fungo de seu formigueiro natal e a regurgita no novo sauveiro, irrigando-a depois com suas fezes. O seu papel é o mais fundamental na colônia: somente ela põe os ovos dos quais nascem todas as outras, isto é, ela é a “mãe” do formigueiro controlando através de hormônios, toda formação das operárias que dedicarão toda sua vida ao sucesso do formigueiro. Apenas cerca de 0,05% das tanajuras fecundadas chegam a fazer as escavações e demais tarefas para a fundação de um novo formigueiro. A maioria é devorada por aves em pleno vôo nupcial.

As tanajuras têm o abdômen mais desenvolvido para abrigar os óvulos e armazenar os espermatozóides.

Saída do ninho de origem. Geralmente existem 7 machos para cada fêmea.

Depois de fecundada a fêmea cava o solo para iniciar a formação do novo ninho onde ela será a rainha.

Elas trás uma porção de fungo do ninho de origem. Esta será a base da fazenda de fungos do novo formigueiro!

Ovos primeiros ovos são origem a operárias que trabalham duro para o crescimento do formigueiro.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sexta foi o dia dos pernilongos no jornal

Fechando a série, nesta sexta o Jornal da Record falou sobre os pernilongos e deu dicas para evitar ou controlar as pragas domésticas.

Parabenizo a emissora e a equipe do jornal pela série, que considerei muito bem feita.

Jornal da Record - Baratas e Formigas

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Quinta-feira foi o dia das baratas e formigas no Jornal da Record.
Vejam o Vídeo e deixem seus comentários:

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pombas no Jornal da Record

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No terceiro dia da séria sobre pragas usbanas o jornal da record apresentou uma reportagem falando de pombas e andorinhas.

Vejam o vídeo:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vento e Cupins derrubam árvores em São Paulo

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Nesta terça feira à noite, ventou muito em São Paulo, com muitas árvores caindo, deixando bairros sem luz e causando, inclusive vítimas fatais.

No SPTV primeira edição, transmitido nesta quarta na Rede Globo, levantou-se a questão de que muitas árvores cairam por estarem atacadas pelos cupins; e foi cobrado da prefeitura uma avaliação das árvores da cidade para saber quais estariam comprometidas.

Gostaria de discultir esta questão mais a fundo, pois com este argumento do ataque por cupins, muita gente quer que árvores sejam removidas de suas ruas, muitas vezes sem necessidade.

É lógico que algumas árvores precisam ser retiradas, mas é necessário que se faça uma avaliação rigorosa, por pessoas capacitadas.

Na minha opinião devemos pensar além e tentar entender porque as árvores estão sendo destruídas pelos cupins.

Na natureza o cupim convive em harmonia com as árvores, comento galhos danificados e pedaços das raízes que estão mortos, mas eles nunca irão derrubar uma árvore sadia.

Na cidade o que acontece é que a própria prefeitura e a eletropaulo realizam as podas em épocas inapropriadas e de forma incorreta, muitas vezes transformando as árvores em palitos verticais, com a remoção de quase toda a copa.

Estas podas acabam enfraquecendo as árvores e deixando elas doentes. Desta forma, os cupins passam a ver aquela árvore como uma árvore que está morrendo e conseguem tomar conta da situação. Muitas vezes a copa volta a crescer, mas agora os cupins já ganharam a guerra e vão destruindo a árvore por dentro.

Portanto, além de um estudo detalhado das árvores da cidade, é preciso uma reformulação na rotina dos cuidados e manutenção, para que as árvores possam viver saudáveis por mais tempo colocando um pouco de verde em nossa cidade tão cinza.

Cupins no Jornal da Record

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Dando continuidade à série especial sobre pragas urbanas, nesta terça o Jornal da Record apresentou uma reportagem sobre os cupins.

Vale a pena conferir o vídeo:

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pragas Urbanas no Jornal da Record

Durante toda esta semana o Jornal da Record apresentará materias falando sobre as pragas urbanas.

Nesta segunda a reportagem foi sobre os ratos. Vejam o vídeo:

Amanhã, terça, o tema será os cupins. Estarei acompanhando.

domingo, 5 de junho de 2011

Lesmas

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As lesmas costumam atacar as plantas em nossos jardins, causando danos expressivos e dificultando o desenvolvimento de algumas espécies.

Os principais sinais de sua presença são as folhas das plantas comidas e os rastros de muco que costumam deixar pelo jardim.

Muita gente já utilizou técnicas de tortura contra estes bichos, colocando sal em cima deles e se divertindo com o processo de desidratação e morte que ele causa.

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De uma forma mais sofisticada, alguns já desenvolveram algumas armadilhas que são verdadeiras receitas de drinks para lesmas. Mistura-se cerveja com sal, ou, às vezes, miolo de pão com cerveja e sal. A cerveja atrai as bichinhas e, às vezes, até os vizinhos. Só que as coitadas, ao invés de ficarem barrigudas, desidratam e murcham por casa do sal. Cascas de legumes e folhas de verdura também servem como atrativo e podem ser usados como iscas.

De maneira mais profissional, existem iscas específicas para o controle das lesmas. Trata-se de um granulado que deve ser espalhado nas áreas do jardim que elas costumam aparecer. O segredo do sucesso está em acertar o dia para colocar a isca. As lesmas costumam aparecer mais em noites quentes e úmidas e são nestes momentos que a iscagem dá mais certo. Mas também é importante que não chova, para que a isca não seja perdida. Portanto, temos que escolher um dia quente e úmido, mas sem chuva. Outra opção é em um dia quente, regar o jardim à tarde e no final do dia, colocar a isca.