quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aranha reveste sua teia com substância tóxica para sua autodefesa

Notícia retirada do Jornal da Ciência


As aranhas da espécie Nephila antipodiana possuem mecanismos para se defenderem de formigas invasoras e saqueadoras de seu alimento. Este tipo de aranha é muito encontrado em florestas tropicais de países como Indonésia, Tailândia e Filipinas, utilizando mecanismo que evita serem atacadas por formigas.
Vários insetos não toleram a substância 2-pirrolidinona que é secretada por este tipo de aranha, “lambuzando” todos os fios da teia, repelindo e impedindo que alguns insetos como formigas, traças e até mesmo lagartas cheguem até ela. A pesquisa foi publicada na Proceedings of the Royal Society B.
O estudo mostrou que as formigas se negavam a passar por fios contendo a 2-pirrolidinona. Os cientistas acreditam que elas reconheçam a substância, pois ela faz parte da composição química de alguns venenos encontrados em várias espécies de formigas.
Especialistas afirmam que a 2-pirrolidinona provoca pânico em formigueiros, pois esta substância é usada por elas mesmas em situações de ataque, funcionando como um feromônio de alarme. Apesar desta substância não matar, funciona como um “aviso”, assim como o spray de pimenta utilizado por policiais no Brasil e em alguns países cujo princípio ativo é a capsaicina, uma molécula retirada das pimentas causando grande ardor e queimação nos olhos.
A pesquisa é do biólogo Daiqin Li da Universidade de Cingapura

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Diferentes tipos de baratas

 

Por Karlla Patrícia do Diário de Biologia
Quem imagina que só existem aquelas baratas de casa, nojentas que vivem nos esgotos se reproduzindo e causando doenças está enganado! O mundo das baratas é incrível. Conheça aqui algumas baratas que podem mudar todos os seus conceitos sobre estes bichinhos simpáticos.
Barata verde:
As baratas do gênero Panchlora (você pode ler as Panchloras AQUI), comumente chamadas de baratas verdes, baratas cubanas ou baratas da banana são conhecidas por sua cor esverdeada, o que se torna único entre todas as baratas. Os indivíduos jovens, porém podem assumir cores pardas. São baratas com ampla distribuição nas Américas inclusive aqui no Brasil.

Barata besouro:
Uma grande parte das baratas costumam imitar besouros. O termo mimetismo batesiano se aplica, quando um animal inofensivo imita outro animal nocivo para não ser predado. Não se sabe se é o que acontece aqui, mas alguns gêneros de baratas (e não são poucas) são muito semelhantes a joaninhas e outros besouros crisomelideos como as Prosoplecta e as Phoraspsis. Algumas se assemelham tanto que podem até nos enganar. São conhecidas como baratas besouros, mas de besouro só tem a cara!

Barata rinoceronte:
Algumas espécies de baratas ostentam chifres e crenulações no pronoto ( aquela placa da região dorsal da barata que encobre parcialmente ou totalmente a cabeça). A mais conhecida é a barata rinoceronte Macropanesthia rhinoceros. Os machos destas baratas usam as crenulações para brigarem nas disputas por fêmeas. Porém somente o macho é que possuem estas crenulações para brigarem.

Baratas cascudas:
Algumas baratas são realmente grandes. Um exemplo são as baratas do gênero Blaberus, chamadas de baratas cascudas que costumam ser utilizadas como bichinhos de estimações e ás vezes alimento para outros animais! São conhecidas pelo seu tamanho extremo podendo chegar até 8cm! Outra grandona é a barata do gênero Hedaia que possui esse nome devido a sua textura semelhante a uma madeira. Esta barata pode chegar a 6cm.

Barata trilobita:
Algumas baratas se assemelham com os antigos arthropodas já extintos denominados de trilobitas. Estas baratas conhecidas como “baratas trilobitas” são espécies que se enterram na areia. Algumas ficam tanto na areia que os sedimentos chegam a ficar incrustados em seu exoesqueleto. Um exemplo é o gênero Calolampra e Polyzosteria.

Barata bombardeio:
A espécie do gênero Platyzosteria encontrada na Austrália, possui um comportamento de defesa semelhante ao besouro bombardeio. Quando ameaçada, ela empina o abdômen para cima e espirra uma substância caustica que se atingir as mucosas pode causar até cegueira temporária. Ai ai ai….

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Este post foi uma fantástica contribuição do Biólogo Flávio Matakanskas. Ele leu um artigo sobre baratas e achou que vocês iam gostar. O flávio trabalha no setor de Entomologia do Museu de Zoologia da USP, onde conduz um estudo com baratas. Adorei, obrigada Flávio!