segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cientistas descobrem barata saltitante que lembra um gafanhoto

O bicho recém-descoberto se parece com uma barata, mas se comporta como um gafanhoto

Matéria tirada do site do UOL/The New York Time


Cuidem-se, inimigos das baratas: os cientistas acabam de descobrir uma barata que pula.
A recém-descoberta barata saltitante, que se parece com uma barata, mas se comporta como um gafanhoto, foi apresentada no periódico Biology Letters.
O inseto foi encontrado na Reserva Natural Silvermine, no Parque Nacional Table Mountain, na África do Sul. Ele vive em pastos e se alimenta de fezes de gafanhoto.
Tendo um comprimento de apenas 1 cm, é capaz de saltar até 50 vezes o tamanho do seu corpo em um único pulo.
A barata tem grandes patas traseiras que constituem 20 por cento do seu peso corporal. Seus olhos saltados possibilitam que ela tenha um amplo campo de visão, útil para os pousos, contou um dos autores do estudo, Mike Picker, entomologista da Universidade da Cidade do Cabo.
"O joelho das pernas traseiras contém a proteína elástica conhecida como resilina", disse ele. "Isso provavelmente restaura a forma da perna, que se dobra quando o inseto se prepara para saltar".
A barata saltitante "vai além dos gafanhotos, que só conseguem saltar 20 vezes o comprimento de seu corpo", disse Picker.
Ele e o coautor da pesquisa, Jonathan F. Colville, entomologista da mesma universidade, descobriram acidentalmente a barata em 2006, ao observarem larvas de formigas.
A barata pula ou salta durante 71 por cento do tempo. No restante do tempo, ela passeia por aí como uma barata comum.
Picker especula que possam existir outras espécies de baratas saltitantes que ainda não foram descobertas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A perigosa formiga de veludo

Matéria retirado do site: http://domescobar.blogspot.com
A formiga de veludo - na verdade, vespa de veludo – recebe este nome devido as cerdas que cobrem seu corpo e porque se assemelham com uma formiga. As fêmeas não voam e são frequentemente encontradas vagando na terra, assemelhando-se ainda mais com as formigas. Duas variedades comuns incluem a Dasymutilla gloriosa e a Dasymutilla magnifica.
As formigas de veludo variam em tamanho de 1 / 8 de polegada a uma polegada, com grande variação dentro das espécies. Elas se parecem com bolas de algodão em miniatura.A variedade Dasymutilla gloriosa, tem sido descrita como uma "semente de creosoto com pernas", devido à sua cor branca,cerdas da cor vermelha, laranja, amarela, preta ou branca, as cerdas cobrem todo o corpo. Os biólogos chamam esse tipo de coloração "aposemática", e eles usaram o termo para se referir às cores de aviso bem visível de animais predadores que devem ser evitados.Os machos têm asas, mas não picam, enquanto as fêmeas têm ferrão, mas lhe faltam asas. O tegumento, que reveste a parte externa do corpo funciona como uma armadura e só pode ser penetrada com muita dificuldade.
Mais de 150 espécies de formigas de veludo ocorrem em todos os Estados Unidos, sul do Canadá e México. Existe apenas cerca de um terço das espécies conhecidas de ambos os sexos, enquanto outro terço são conhecidos apenas os machos, e um terço final, apenas as fêmeas. Há uma clara possibilidade de que muitos destes machos e fêmeas pertencem à mesma espécie, mas por causa do dimorfismo sexual acentuado, não é tão evidente que os machos pertencem as fêmeas e vice-versa. Pelo menos três dezenas de espécies habitam o estado do Arizona. Elas vivem em todas as partes do deserto quente e seco do semi-árido.
As formigas de veludo estão ativas durante o dia, e elas podem ser os primeiros insetos a sair na parte da manhã e os últimos a voltar para o abrigo na noite. Elas se refugiam das temperaturas elevadas do solo do meio do dia cavando sob os escombros ou subindo em plantas. O néctar é a sua comida preferida. As formigas são ativas de abril a novembro, dependendo do clima local.
Ocasionalmente, ocorrem aglomerações de formigas para corte e acasalamento. Um agrupamento, no Arizona continha um número estimado de 6000 indivíduos num raio de 1500 metros quadrados. Mais frequentemente, entretanto, as formigas são solitários com os machos geralmente voando baixo junto ao chão procurando as fêmeas errantes. Os biólogos não têm ainda idéia de como os machos encontram as fêmeas, mas acreditam que a visão e os feromônios desempenham um grande papel. Após o acasalamento, as fêmeas correm a procura de câmaras pupais de vespas ou abelhas. Depois de encontradas, elas vão fazer um ninho e usar seu ovipositor para colocar um ovo em cima ou próximo do anfitrião.
Uma larva vai emergir do ovo, se alimentando de seu hospedeiro, e crescerá para o tamanho máximo em um dia. O local original tornar-se-á então um local para construir um casulo para a sua pupa. Alguns adultos emergem no verão, enquanto outros hibernam no estado de pupa ou pré-pupa.
As primeiras formigas veludo conhecidas foram encontradas em um âmbar de 40 milhões de anos encontrado na República Dominicana. Quando molestados, e durante o acasalamento, as formigas veludo produzem um rangido audível. Elas também são conhecidas como assassinas de vaca ou assassinas de mula por causa de sua picada extremamente dolorosa. Como todas as vespas, elas podem picar várias vezes. Por causa de seu exoesqueleto tipo armadura e picada dolorosa, poucos ou nenhum animal se alimentam destas vespas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ratos libertam companheiros em uma demonstração de empatia


Matéria extraída do site da Folha de São Paulo


REINALDO JOSÉ LOPES

EDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE"


Parece uma versão (menos sombria) do livro "A Revolução dos Bichos", mas aconteceu de verdade, na Universidade de Chicago: ratos que aprenderam a libertar seus companheiros da prisão.
Ou, ao menos, de gaiolinhas de acrílico onde tinham sido colocados, num experimento do Departamento de Psicologia, coordenado pela pesquisadora israelense Inbal Ben-Ami Bartal.
A pesquisa foi descrita na revista "Science" desta semana. O espírito libertador dos ratinhos surpreende porque, para os cientistas, ele pressupõe uma forma de empatia --a capacidade de se colocar na posição de outro indivíduo e tentar ajudá-lo.
Os cientistas usaram cerca de 30 bichos no experimento. Cada par de "participantes" era colocado no mesmo recinto durante duas semanas. Depois, um dos bichos era colocado na gaiolinha, enquanto o outro podia interagir com a "cela".
Após cerca de uma semana, quase todos os bichos aprendiam que dava para abrir a portinhola e permitir que o parceiro escapasse.
Ao que tudo indica, eles não fuçavam na gaiola por pura curiosidade, já que jaulas vazias ou com brinquedos dentro não despertavam o mesmo interesse nos bichos.
O mais surpreendente veio quando a comparação entre uma gaiola com o companheiro e outra com uma barra de chocolate.
Nesse segundo caso, os roedores não só abriam ambas as gaiolas com igual rapidez como também comiam só parte da guloseima, deixando o resto para o ratinho recém-libertado.
Os pesquisadores também verificaram que o rato prisioneiro "pedia socorro", usando chamados ultrassônicos de alerta que são típicos da comunicação da espécie.