quinta-feira, 25 de junho de 2015

SAUDAÇÃO À MANDIOCA

Por que a presidente Dilma saudou a mandioca?

          Apesar de fugir dos temas do blog das pragas, decidi usar este espaço para falar sobre meu projeto de um novo livro, ainda sem editora, intitulado História Plantada.
          Nele falo sobre a origem, disseminação e papel histórico de várias plantas como o milho, a batata, a cana de açúcar, o café, o cacau, o chá, a soja e etc.
          O texto abaixo faz parte deste meu original e nele podemos entender melhor a saudação da presidente e a importância da mandioca.



Mandioca

A mandioca é nativa do Sudoeste da Amazônia. Foi domesticada por índios Tupi há mais ou menos 5.000 anos e acabou se espalhando por todo o Brasil, chegando ao Paraguai e a Bolívia. Quando os europeus chegaram ao Brasil este era um dos principais alimentos de muitos povos indígenas e era consumido principalmente na forma de farinha.
Existem várias espécies de mandioca e todas elas são venenosas. As menos tóxicas são conhecidas como aipim e macaxeira e podem ser consumidas depois de cozidas. Já a mandioca brava, mais tóxica, precisa ser cozida e seca no fogo, transformando-se em farinha. Antigamente era conhecida como pau ralado. Isto porque a mandioca é uma raiz, que vai crescendo em baixo da terra.
Alimento bastante nutritivo e de fácil digestão, a mandioca ganhou muita importância também pelo fato de ser bastante duradoura e de fácil conservação. Numa época em que não existia geladeira e onde as viagens de embarcações pelos oceanos ou por terra em cavalos ou mulas podiam durar semanas ou meses, a mandioca foi muito utilizada para abastecer as frotas dos viajantes. E foi desta forma que a mandioca ganhou o mundo.
Na África ela foi usada pelos portugueses até como forma de pagamento pelos escravos trazidos de lá. A mandioca foi tão bem recebida pela população africana que em 1575 ela já era o principal alimento dos angolanos. Com a parte comestível sob a terra, a plantação é imune ao ataque de gafanhotos que muitas vezes destroem outras culturas.
Cultivada em solo africano, ela também facilitou as incursões cada vez mais para o interior do continente com o objetivo de capturar escravos, pois além de ser apta ao consumo mesmo após um ano do seu preparo, a mandioca também dura bastante tempo dentro da terra, podendo ser colhida a qualquer momento. Desta forma, roças de mandioca eram plantadas e esquecidas ao longo das rotas das caravanas, que poderiam se abastecer delas quando por ali passassem após longos meses.
Esta mesma estratégia também foi bastante utilizada pelos bandeirantes paulistas durante o processo de desbravamento do sertão brasileiro em busca de índios para escravizar e metais preciosos. Passando por lugares sem nenhum povoado, os aventureiros podiam se abastecer das roças de mandioca encontradas pelo caminho.

Hoje em dia, mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo dependem da mandioca para garantir seu sustento.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Zika

    


    A Zika é outra doença semelhante à dengue é à chukungunya. Transmitida também pelos mosquitos Aedes aegypt e Aedes albopictus, muitas vezes é confundida com a dengue ou mesmo com uma gripe e não chega a ser diagnosticada.
    O vírus transmissor parece ter chegado no Brasil durante a copa do mundo de 2014. Além do 7x1 ganhamos também um novo vírus!
    Apresenta o mesmo sintomas da dengue, como febre, dores e manchas pelo corpo. Só que a Zika costuma ser mais branda e pode causar também diarréia e conjuntivite.
    A pessoa infectada deve repousar, ingerir bastante líquido e não tomar comprimidos com ácido acetil salicílico, como a aspirina e o AAS.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Chikungunya




Em 2014 chegaram aqui no Brasil as primeiras notícias e os primeiros casos de outra doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypit e Aedes albopictus. Trata-se da Febre Chikungunya.
      Com casos que já ocorrem há alguns anos na África, Ásia e Europa, este vírus chegou ao Caribe e Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil. O primeiro caso aqui registrado ocorreu no Amapá e, na sequência, na Bahia e em Minas Gerais, podendo se espalhar rapidamente por várias partes do país, já que a população não possui anticorpos para este novo vírus.

         Seus sintomas são semelhantes aos da dengue, com febre alta repentina, dor muscular, erupções na pele e conjuntivite. Mas o que mais marca a doença são as dores nas articulações, que são intensas, podendo dificultar até a locomoção. A mortalidade da doença é menor que a da dengue, mas estas dores nas articulações podem se prolongar por meses após a febre ir embora, exigindo até fisioterapia.